Brasil
A música do Brasil formou-se, principalmente, a partir da fusão
de elementos europeus e africanos, trazidos respectivamente por colonizadores
portugueses e pelos escravos.
Com o importante influxo de elementos melódicos e rítmicos
africanos, a partir de fins do século XVIII, a música popular
começa a adquirir uma sonoridade caracteristicamente brasileira. Na
música erudita, contudo, aquela diversidade de elementos só apareceria
bem mais tarde. Assim, naquele momento, tratava-se de seguir - dentro das
possibilidades técnicas locais, bastante modestas em relação
aos grandes centros europeus ou mesmo em comparação com o México
e o Peru - o que acontecia na Europa e, em grau menor, na América
espanhola. Uma produção de caráter especificamente brasileiro
na música erudita só aconteceria após a grande síntese
realizada por Villa Lobos, já em meados do século XX.
Na música popular o negro teve uma participação fundamental.
Trazendo da África alguns instrumentos como atabaques, o agogô,
a cuíca e o berimbau, e ritmos desconhecidos pelos europeus, já no
século XVIII sua contribuição se faz notar nas danças
e canções de rua, crescendo em importância no século
XIX e florescendo exuberante após a abolição da escravatura
em 1888, equiparando-se nos dias de hoje à participação
branca.
Os primeiros exemplos de música popular no Brasil datam do século
XVII, como o lundu, originalmente uma dança africana que chegou ao
Brasil, via Portugal, ou diretamente, com os escravos vindos de Angola.
Com a crescente abertura do Brasil à cultura globalizada dos anos
90 em diante, concomitante ao maior conhecimento, valorização
e divulgação de suas próprias raízes históricas,
sua música vem mostrando grande originalidade e variedade, observadas
na criativa fusão de influências diversas e na riqueza de gêneros
musicais encontrados hoje em dia, como o samba, a música sertaneja,
o samba-reggae, o BRock, o baião, o forró, a lambada, a música
eletrônica, os regionalistas, entre tantos outros.